E chegamos a mais um capítulo da retrospectiva de mandato, série de publicações carinhosamente chamada de #TBTreta.

Na publicação dessa semana, uma iniciativa que tinha tudo para ser um marco da Câmara de Vereadores de Garopaba, aproximando o poder público da população, ouvindo mais de perto as necessidades dos moradores. Estou falando da Câmara Itinerante.

A ideia

Tudo começou ainda em 2017, através de um projeto de lei protocolado pelo vereador Sérgio Jacaré (MDB), presidente da casa na época. Após debatido e aprovado, criou-se um cronograma de reuniões, definindo a ordem dos bairros que seriam visitados.

A ideia da Câmara Itinerante era bem simples. Em resumo, os vereadores se deslocariam até um bairro, convocariam os moradores para uma reunião pública e ouviriam deles as principais necessidades daquela região.

Após isso, verificaria o que poderia ser feito dentro da legalidade, desde projetos de lei até indicações ao poder executivo. Na teoria, tudo muito bonito!

A primeira reunião

Iniciou-se o projeto com a visita na Cova Trista, Canto da Penha, que muitos não sabem, mas pertence ao município de Garopaba. Essa reunião foi, inclusive, a primeira do tipo realizada na localidade, levando o poder legislativo até o bairro.

Após a reunião, obtidas informações sobre as principais necessidades dos moradores, tratou-se de protocolar tudo que possível. Foi aí que o projeto começou a despencar.

As necessidades ouvidas pelos moradores eram, na grande maioria das vezes, restritas a ações por parte da prefeitura. Com isso, restava aos vereadores encaminhar as solicitações via indicação, aguardando por um posicionamento do poder executivo.

Acontece que o tempo passou e pouquíssimo retorno chegava. As indicações se acumulavam na gaveta do poder executivo e nada era feito. Os moradores, por sua vez, cobravam dos vereadores um posicionamento, e nada de concreto era feito.

Olha a gaveta aparecendo novamente …

Ficou por isso

Após isso, ainda foi realizada uma nova reunião no Siriú, onde a lista de pedidos foi ainda maior. Alguns dos itens até foram atendidos pelo poder público, como simples ações pela secretaria de infraestrutura, porém a grande maioria teve o mesmo destino dos pedidos da primeira reunião: A gaveta!

Com a falta de retorno por parte do poder executivo, o então presidente da casa, vereador Sérgio Jacaré (MDB) optou por interromper o projeto, cancelando as reuniões nos outros bairros.


No fim das contas, um bom projeto não foi suficiente para obter o seu funcionamento na prática. Acaba sendo uma via de mão dupla, com legislativo e executivo trabalhando juntos. Quando um lado não ajuda, as coisas ficam difíceis.

Qual a sua opinião sobre a Câmara Itinerante? Você acha que as reuniões deveriam continuar, mesmo sem as respostas por parte da prefeitura? Deixe sua opinião nos comentários, faça parte do debate!

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Veja também:

#2 – A primeira treta

#1 – Como tudo começou


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