Um assunto recorrente desde 2017, quando iniciei meu mandato como vereador. Mesmo assim, ela é pauta mais uma vez. Estou falando da COSIP, o imposto relacionado à iluminação pública, que pagamos mensalmente em nossas faturas de energia elétrica.

Para quem já acompanha meu trabalho desde o início, é fiel visitante desse blog, vai achar muitas coisas dessa publicação familiar, isso porque resolvi fazer uma linha do tempo sobre esse assunto.

Tudo isso porque na última semana foi protocolado um ofício solicitando a redução da cobrança, devido a pandemia que estamos vivendo. Porém, essa iniciativa é considerada completamente incoerente, e você vai entender o motivo ao longo dessa publicação.

Acompanhe toda a história sobre esse assunto.

Início da história

A COSIP é pauta desde 2017, ano que iniciei os trabalho como vereador. Em março/2017 os valores abusivos já eram pauta na tribuna, onde foi cobrado um parecer jurídico sobre o projeto em vigor.

Em junho do mesmo ano a falta de licitação era um problema que o prefeito municipal se custava a dar uma explicação, afetando novamente o serviço de iluminação pública.

No mês de agosto/2017 Gilmar dos Santos Ferreira, candidato a vereador em 2016 pelo PSD (partido do prefeito municipal) foi nomeado Diretor Técnico de Iluminação Pública, ficando assim responsável pelo setor.

Prefeitura lança Plano Diretor de Iluminação Pública
Logo após as eleições o candidato não eleito assumia a diretoria.

Já em setembro do mesmo ano a coisa começou a ficar séria. O Prefeito Municipal encaminhou o Projeto de Lei 43/2017, com a primeira tentativa de aumento abusivo dos valores cobrados.

Todo o esforço foi beneficiado e o projeto acabou sendo reprovado por cinco votos contrários (Junior/PP, Guto/PP, Targino/PP, Micheline/MDB e Jairzinho/PSD) contra quatro votos favoráveis (Sérgio Jacaré/MDB, Luizinho/PSB, Beto/MDB e Sid/PSD).

A revanche

No ano seguinte, uma nova tentativa por parte do poder executivo em aumentar seus lucros com a COSIP. Em Junho/2018 foi encaminhado o Projeto de Lei 40/2018, em REGIME DE URGÊNCIA, com um texto bem semelhante ao projeto reprovado no ano anterior.

APP repudia regime de urgência sobre PL da Previdência
Só para deixar clara minha opinião sobre isso.

Tentou-se a redução, adaptação dos valores, correção de erros, porém tudo isso foi jogado de escanteio. O resultado foi diferente do ano anterior e o projeto acabou sendo APROVADO por por cinco votos favoráveis (Sérgio Jacaré/MDB, Luizinho/PSB, Beto/MDB, Sid/PSD e Jairzinho/PSD) e quatro contrários (Junior/PP, Guto/PP, Targino/PP e Micheline/MDB).

De alguma forma conseguiram convencer um vereador a mudar de ideia, alterando sua opinião com relação do projeto. Esquisito né?

E esse projeto aprovado reflete até hoje nas nossas faturas, pois são esses os valores que estão sendo cobrados em toda a cidade. Clicando aqui você verifica mais detalhes de como foi essa polêmica votação.

E tem mais …

Em 2019 ainda teve a Comissão Especial da COSIP, que investigou os valores abusivos na compra de lâmpadas. Na ocasião, a CPI não foi instaurada por reprovação dos mesmos que aprovaram o aumento no projeto do ano anterior. Curioso, não é mesmo?

Agora que lhe contei toda a história envolvendo a COSIP, toda sua trajetória desde 2017, você já deve perceber o motivo pela qual falei no inicio do texto que o projeto de redução era incoerente.

Imagine você que a proposição do ofício solicitando o aumento partiu das mesmas pessoas que tentaram aprovar o aumento em 2017, conseguiram aumentar em 2018, e ainda por cima bloquearam o avanço das investigações das lâmpadas de ouro.

Não quero ser tão cruel, então deixo para você escolher a justificativa que melhor lhe convém. Primeira: Eles finalmente entenderam a burrada que fizeram anos atrás, pensaram melhor e resolveram compensar a população por todo estrago feito.

ou …

É ano eleitoral!

Deixe nos comentários qual a justificativa que você prefere. Grande abraço!

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4 comentários

Teresangela Woitysiak · 30 de junho de 2020 às 10:39

Além de ser ano eleitoral a maioria do povo tem a memória curta vereador Júnior.
E o que faz um tanque de gasolina? Não vai longe mas elege….😂🤑😭

Roberto Santos Freitas · 30 de junho de 2020 às 11:46

Em ano eleitoral todos ficam bonzinhos, lembram até de quem os elegeu. Mas este ano espero que seja diferente, as redes sociais estão afiadas e não temos um Presidente para eleger, podemos nos concentrar totalmente aqui.

Darlan de Carvalho · 30 de junho de 2020 às 20:28

Com certeza é a segunda alternativa,
Bingo!!!!!!!
Ano eleitoral!!!!!

Glênio da Rocga MOreira jornalista · 6 de julho de 2020 às 09:01

Ao que me parece , esta situação se repete em todos os setores dessa prefeitura, as leis e coisas são resolvidas de acordo com alguém, são feitas para ajudar alguém e até máscaras são de ouro, sabemos na verdade, o que ta acontecendo, mas como ter um governo que entendamos as suas prioridades. Nossa prefeitura em comparação com outros Municípios do mesmo porte em Santa Catarina é a mais sem expressão e a que menos vimos a força do estado nas ruas, placas, calçadas, mercado e vida dos moradores.

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